Blog

Trombofilia hereditária, o que é e quais os sintomas | Art Medicina

Trombofilia hereditária, o que é e quais os sintomas
por artmedicina em Curiosidades
Nenhum Comentário

Trombofilia hereditária, o que é e quais os sintomas.

A trombofilia é definida como a tendência à trombose decorrente de alterações hereditárias ou adquiridas da coagulação, que levam a um estado pró-trombótico.

A Trombofilia Hereditária recebe essa classificação quando se demonstra a presença de uma anormalidade hereditária que predispõe à oclusão vascular, mas que requer a interação com outro componente, hereditário ou adquirido, para desencadear o episódio trombótico. As Trombofilias Hereditárias são, na maior parte dos casos, decorrentes de alterações ligadas aos inibidores fisiológicos da coagulação (antitrombina, proteína C, proteína S) ou de mutações de fatores de coagulação (Fator V Leiden e mutação G20210A da protrombina).

Como a trombofilia é adquirida:

A trombofilia é adquirida quando é decorrência de outra condição clínica, como neoplasia, síndrome antifosfolípide, imobilização, ou do uso de medicamentos, como terapia de reposição hormonal e anticoncepcional oral. Níveis plasmáticos moderadamente elevados de homocisteína também podem ser responsáveis por episódios vaso-oclusivos. A gravidez também induz a um estado de hipercoagulabilidade como forma de proteger a mulher grávida da hemorragia associada ao parto. As complicações obstétricas resultantes do tromboembolismo placentário são as principais causas de morbi mortalidade materna. A insuficiência placentária ocorre em mais de 10% das gestações, frequentemente com consequências penosas no aspecto feto-materno e familiar.

Por isso discute-se o risco de abortos de repetição e falhas de implantação associada a tais trombofilias. Dentre as causas hereditárias de trombofilias, as mutações dos genes do fator V, do fator II são as mais analisadas e consideradas clinicamente relevantes (prevalência ≥10%). As trombofilias hereditárias aumentam o risco de trombose venosa de forma estatisticamente significativa. As mulheres portadoras das mutações Fator V Leiden em homozigose, do fator II em homozigose, ou da heterozigose em ambas as mutações em simultâneo, são aquelas em que o risco de trombose venosa é mais elevado.

O tratamento nas pacientes que tiveram um episódio de trombose é realizado com heparina e/ou com anticoagulante oral, este último não se deve usar no 1º trimestre da gestação. As indicações quanto à profilaxia em indivíduos assintomáticos são individualizadas pesando os riscos e os benefícios.

Essas foram algumas informações sobre Trombofilia hereditária, para mais informações sobre o assunto entre em contato conosco.

 

Leia também:

Endometriose, no Brasil, doença já atinge mais pessoas que o vírus HIV

Gravidez aos 40 – Dra. Carla Iaconelli esclarece os tabus sobre o assunto

Infertilidade sem causa aparente, entenda o que é

Idade materna, curiosidades sobre a gestação

DSTs, entenda como elas afetam a fertilidade humana

Fertilização in vitro (FIV) Pode falhar? Quais as chances de sucesso?

Hipertensão na gravidez, quais são os tipos e como tratar

Vamos falar sobre infertilidade?

Dicas de saúde  no Dia Nacional da Saúde 

Diabetes Gestacional – Sintomas, riscos, tratamento e diagnóstico

O que é a prolactina?

Dia Internacional da Mulher, 8 de Março, o dia que consagra o valor da luta das mulheres

Dicas para melhorar o sono na gravidez

O que é ter um filho para você?

Curiosidades sobre os bebês (recém nascidos)