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Confira dicas de tratamento para engravidar

por artmedicina em Curiosidades em Infertilidade em Saúde
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Quando um casal planeja ter filhos o centro de tudo passa a ser este objetivo. 

Se após um ano de inúmeras tentativas o casal não consegue engravidar, pode ser a hora de conhecer as diversas possibilidades de realizar este desejo com o apoio da reprodução assistida.

Em condições clínicas saudáveis, um casal jovem que mantém relações sexuais frequentes no período fértil tem cerca de 20 a 25% de chance de engravidar de forma natural.

 Atualmente a mulher planeja sua gravidez bem mais tarde que em tempos atrás, motivada pelas conquistas femininas importantes para a igualdade de gênero do Brasil e no mundo.

Considerando estes dois aspectos e ainda o fato de que após os 35 anos de idade a fertilidade feminina sofre importante queda, é possível entender porque a medicina reprodutiva avançou tanto no objetivo de auxiliar famílias na realização de seu desejo de engravidar.

Para saber como engravidar com o auxílio da reprodução humana, é importante conhecer os tratamentos possíveis para engravidar ou preservar óvulos e sêmen. A escolha deve ser pautada pelo perfil clínico de cada casal e a devida orientação médica:

Coito Programado

O tratamento chamado coito programado é indicado para mulheres que apresentam ciclos anovulatórios (sem ovulação). Considerada uma técnica de baixa complexidade na qual é prescrita medicação indutora de ovulação no primeiro dia do ciclo menstrual, seguida de monitoramento por ultrassonografia.

Nesta técnica o casal é orientado a ter relações sexuais em casa. As chances de sucesso são de no máximo 15% por tentativa, já que todo o processo de fertilização depende das condições naturais intra-útero. A confirmação da gestação ocorre 14 dias após a relação sexual com um exame de sangue.

Inseminação Intrauterina

A técnica de inseminação intrauterina é considerada de baixa complexidade e está indicada para mulheres que apresentam ciclos menstruais irregulares, para mulheres com inflamações no colo do útero ou infecções vaginais que provoquem alterações no muco vaginal durante a ovulação (muco hostil), para homens com discretas alterações seminais ou com alterações anatômicas (hipospádia/doença de Perony), ou funcionais (impotência/paraplegia) do pênis, entre outras.

Para que o casal possa ser submetido a inseminação intrauterina, é necessário que as trompas uterinas da paciente estejam preservadas (pérvias). Nesta técnica, é realizada a indução da ovulação, o controle sequencial com ultrassonografia transvaginal e no dia determinado da ovulação o parceiro realiza a coleta do seu sêmen por masturbação.

Realiza-se então uma técnica laboratorial de processamento seminal, para selecionar os melhores espermatozóides. Esse sêmen de melhor qualidade é então transferido para o interior da cavidade uterina, com a utilização de um catéter flexível, no dia da ovulação, sem necessidade de qualquer anestesia.

É um tratamento que dura em torno de 15 dias. As chances de sucesso são de no máximo 20% por tentativa; e de 35% de chance acumulada após 4 tentativas.

Fertilização in Vitro (FIV)

Fertilização in vitro (FIV) é uma técnica de alta complexidade na qual a fertilização e formação do embrião ocorre no laboratório (in vitro).

É indicada para casais com obstrução nas trompas, problemas moderados a graves no espermograma, endometriose, infertilidade sem causa aparente (ISCA). Também em casais com laqueadura ou vasectomia, com fatores imunológicos, infecciosos e genéticos e em falha nas tentativas de coito programado e inseminação intrauterina.

O processo de Fertilização in vitro inicia-se durante os primeiros dias da menstruação e também inclui prescrição de medicação, mas com dose mais elevada e controle sequencial com ultrassonografia mais rigoroso para monitorar quando os folículos que contém os óvulos irão atingir tamanho adequado para a punção ovariana, procedimento rápido e simples realizado em consultório com sedação para que a paciente não sinta dor. Após a formação do embrião é realizada a transferência intrauterina com cateter delicado.

A chance de sucesso pode variar de 40-50% para mulheres até 35 anos, 30-40% entre 36-40 anos com queda a partir de então podendo chegar a 1% após os 43 anos.

Vitrificação de Oócitos

A Vitrificação de oócitos trata-se do congelamento de óvulos. O desejo de congelar os óvulos pode ser motivada por questões pessoais ou para pacientes que desenvolvem algum câncer em idade reprodutiva, como o câncer de mama que, obviamente, devem priorizar o tratamento e a cura da doença, mas reservam seu direito a uma decisão de gestação futura.

Criopreservação de Embriões

Durante o processo de fertilização in vitro (FIV) são transferidos os melhores embriões para dentro do útero, mas podem existir embriões excedentes e por decisão do casal podem ser congelados. Caso a gestação não aconteça na primeira tentativa de FIV com os embriões transferidos “a fresco”, esses criopreservados podem ser descongelados sem que o casal passe por todas as etapas da FIV novamente.

Se a gestação ocorrer com a FIV, o casal pode manter os embriões congelados e decidir futuramente por novas tentativas de engravidar e aumentar a família. Na opção de não mais utilizar os embriões, o casal pode doá-los para estudo de células tronco ou até para outros casais inférteis. Após cinco anos de criopreservação, podem optar também pelo descarte dos embriões, de acordo com as novas normas do Conselho Federal de Medicina.

Congelamento de Sêmen

O congelamento de sêmen é uma possibilidade simples e barata para pacientes que serão submetidos a vasectomia ou tratamento para câncer (radioterapia e/ou quimioterapia). A coleta pode ser feita por masturbação, ou até biopsia testicular e usados posteriormente para tratamentos de fertilização in vitro (FIV).

Todas as amostras recolhidas são armazenadas em segurança, sendo identificadas por código de barras. Pacientes que apresentam sorologia positiva para infecções tem suas amostras deixadas em quarentena, armazenados em tanques separados das demais amostras.

As amostras podem ficar congeladas por um longo período de tempo, sem alterar o DNA do espermatozoide.