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Quem teve câncer de mama pode engravidar e amamentar?

por artmedicinaem Curiosidades em Infertilidade em Saúde
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A ocorrência de um câncer de mama em mulheres em idade reprodutiva sempre leva ao questionamento sobre a possibilidade de uma gravidez futura e também se é possível amamentar o bebê.

Atualmente, com os recursos da reprodução assistida, é possível que a mulher cujo desejo de engravidar seja confrontado com a incidência de um câncer de mama, adie seu plano gestacional para priorizar sua saúde e lutar pela cura da doença.

Mas antes de saber sobre as chances de acontecer a gravidez e a possibilidade de amamentação após um câncer de mama, precisamos esclarecer sobre o diagnóstico e, principalmente, o tratamento da doença, uma vez que este aspecto está diretamente relacionado com as duas questões.

Diagnóstico e tratamento do câncer de mama

Entre os primeiros sinais do câncer de mama estão o aparecimento de um nódulo, alterações de tamanho e formato da mama, endurecimento ou aparecimento de secreções, vermelhidão e dor.

O diagnóstico é confirmado por meio de exame clínico (consulta médica), mamografia, ultrassom da mama, biópsia e ressonância magnética, se os anteriores forem inconclusivos ou para confirmar a extensão do tumor.

O diagnóstico precoce é de altíssima importância, pois irá possibilitar não só a melhor eficácia do tratamento quanto a determinação do esforço e recursos terapêuticos necessários.

No campo da prevenção, o controle de fatores de risco (obesidade, cigarro, sedentarismo, alimentação desequilibrada e consumo de bebidas alcóolicas) associado à realização de exames médicos de periódicos são as melhores estratégias.

O tratamento do câncer de mama será indicado conforme seu estadiamento, ou seja, de acordo com o diagnóstico de sua extensão e condições clínicas da paciente como idade e a existência de comorbidades (duas ou mais doenças simultâneas).

A partir do quadro de extensão da doença, os recursos terapêuticos disponíveis para o tratamento do câncer de mama podem ser: quimioterapia, radioterapia, hormonoterapia ou cirurgia. A associação de um ou mais recursos pode ser indicada.

Gravidez após um câncer de mama

A orientação de uma equipe médica é fundamental para o planejamento gestacional após a incidência de um câncer de mama.

Os cuidados estão relacionados às medicações utilizadas no tratamento, que variam conforme cada caso.

De modo geral há uma recomendação para que a gravidez seja planejada para após dois anos do término do tratamento, mas pode variar conforme cada paciente, portanto só a equipe médica poderá orientar.

Outra questão importante é a preservação dos óvulos para uma gravidez futura. Esta informação é muito importante, pois um dos efeitos colaterais dos quimioterápicos é a redução da reserva de óvulos, o que pode levar à menopausa precoce e à insuficiência ovariana.

Com técnicas avançadas de reprodução assistida é possível realizar o congelamento de óvulos antes do início do tratamento do câncer de mama para serem implantados quando houver a decisão da mulher pelo planejamento gestacional e a liberação de seu médico oncologista.

Até pouco tempo havia a insegurança de que uma gravidez após um câncer de mama pudesse potencializar a reincidência da doença. Mas um estudo recente da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (Asco), em Chicago, realizado com 1.200 pacientes, desmistificou esta crença.

Amamentação após um câncer de mama

As pacientes que realizaram o tratamento cirúrgico para a retirada da mama e dos ductos mamários (mastectomia total), não podem amamentar pois a fisiologia modificada não permitirá a produção de leite na mama afetada.

Uma reconstrução mamária, com uso de próteses de silicone, terá função anatômica, estética e de caráter psicológico na paciente, mas não recupera a função fisiológica da mama.

Para as pacientes submetidas à cirurgia conservadora (parcial – também conhecida como quadrantectcomia), a preservação da função fisiológica dependerá da resposta do organismo ao tratamento cirúrgico e de terapias complementares. No caso de tratamentos menos agressivos, a depender do quadro de estadiamento do câncer, a mama ainda poderá apresentar produção de leite.

E se o câncer ocorrer em apenas uma das mamas, quadro felizmente mais comum, a mama saudável não sofre qualquer alteração.