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Conheça as principais técnicas para a reprodução humana

por artmedicinaem Curiosidades em Infertilidade em Saúde
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Desenvolvidas para proporcionar o sonho da gestação àqueles com dificuldades (seja mulher ou homem), a medicina avançou e já oferece práticas seguras de reprodução humana.

A indicação do melhor tratamento é feita de acordo com análise diagnóstica sobre as causas da infertilidade, realizada por médico especialista em reprodução.

 

Principais técnicas para a reprodução humana

 

  • Inseminação Intrauterina (IIU)

 

A inseminação intrauterina – “IIU” na abreviação ou inseminação artificial, como é mais conhecida – é considerada uma técnica de baixa complexidade.

Para a realização da IIU, as trompas da paciente devem estar em funcionamento normal.

Indicada para mulheres cujos ciclos menstruais são desregulados, aquelas com inflamações no colo do útero ou infecções vaginais que alterem o funcionamento do sistema reprodutor durante o período de ovulação (como muco hostil).

Indicada também para homens que sejam paraplégicos ou tenham alterações funcionais penianas (como impotência), com modificações leves no sêmen ou problemas de anatomia peniana.

 

A realização desta técnica de reprodução humana ocorre pelos seguintes passos:

 

  • Indução medicamentosa da ovulação;
  • Controle através de ultrassom transvaginal;
  • Coleta de sêmen do parceiro por masturbação no dia determinado de ovulação.

 

Após essas três etapas, o sêmen passa por análise para seleção dos melhores espermatozoides.

No dia da ovulação, os melhores são então colocados no interior da cavidade uterina através de um cateter flexível.

Este tratamento tem duração de aproximadamente 15 dias.

As chances de sucesso da inseminação artificial são de 20% por tentativa. Após quatro investidas, a probabilidade acumula em 35%.

 

  • Fertilização in Vitro (FIV)

 

Diferente da IIU, a técnica de reprodução humana Fertilização in Vitro (FIV) é de alta complexidade.

Se na inseminação artificial a fertilização e formação embrionária ocorrem naturalmente nas trompas da paciente, na FIV esse processo é manipulado em laboratório (in vitro).

Neste caso, a indicação é para mulheres com obstrução nas trompas ou endometriose.

Para os homens é indicado quando há problemas moderados ou severos no espermograma ou infertilidade sem causa aparente.

Ainda, a FIV é recomendada a pacientes com vasectomia ou laqueadura, que apresentem fatores genéticos, infecciosos ou de imunidade que levem ao insucesso em tratamentos de baixa complexidade.

 

Para realizar o procedimento de Fertilização in Vitro, diversas etapas são cumpridas rigorosamente:

  • Indução medicamentosa da ovulação no primeiro dia da menstruação, mas com doses hormonais mais altas do que na IIU;
  • Exigente controle ultrassonográfico dos folículos;
  • Punção ovariana para captação dos folículos em tamanho adequado, com a paciente sob anestesia;

Depois do embrião formado (ou seja, do óvulo fecundado pelo espermatozoide) é feita a sua transferência, dentro de dois a cinco dias, para dentro do útero. O método de transferência é indolor.

É possível considerar as seguintes taxas relacionadas à idade/chance de gravidez através da fertilização in vitro (FIV): aos 35 anos, 60% de chance; aos 40, 30%; aos 42 anos, 15%; e aos 43 anos, 7% de chance.

A FIV é, desde 2013, uma técnica de reprodução humana limitada pelo Conselho Federal de Medicina a mulheres com menos de 50 anos, dado o aumento dos riscos de complicações possíveis na gravidez, como perda gestacional e malformação fetal – cujas chances são diretamente proporcionais ao envelhecimento da gestante.

 

  • Coito Programado

 

Outra técnica de baixa complexidade: coito programado.

Indicado sobretudo a pacientes que apresentem ciclos irregulares e sem ovulação da menstruação, mas não problemas mais severos.

As trompas também devem estar em condições normais, conforme exame de Histerossalpingografia.

Para que a técnica seja mais efetiva, o espermograma também deve estar dentro dos parâmetros.

Do mesmo modo que ocorre na Inseminação Intrauterina e na Inseminação Artificial, no Coito Programado o primeiro passo do tratamento é a indução medicamentosa de ovulação, no primeiro dia da menstruação.

Durante esse período, também é realizado um acompanhamento por ultrassom transvaginal, de dois a três dias, para identificar o momento da ovulação.

Apontado o momento, o casal é encorajado a ter relações sexuais de acordo com a preferência e privacidade de cada um.

Dá-se o nome de “coito programado” porque as relações sexuais são “agendadas” para o momento mais oportuno segundo a ovulação da mulher.

Passados 14 dias do período indicado para a prática sexual, a confirmação pode ser realizada através de exame de sangue.

A probabilidade estimada por esta técnica de reprodução humana varia de 10 a, no máximo, 15% por tentativa, dependendo de fatores como a idade da mulher.