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A infertilidade tem cura?

por artmedicinaem Saúde
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A infertilidade feminina se dá por diversos motivos que podem ou não estarem ligados à idade. O diagnóstico pode ser feito através do exame de histerossalpingografia (HSG) – uma espécie de raio-x com contraste de iodo.

A histerossalpingografia é feita com a inserção de um espéculo vaginal, com a paciente em posição ginecológica.

A anestesia pode ou não ser aplicada para evitar desconfortos.

O procedimento pode durar de 20 a 30 minutos e o principal objetivo é observar o formato do útero e possíveis obstruções nas trompas e tubas uterinas.

Além de servir para diagnosticar as possíveis causas de infertilidade feminina, a histerossalpingografia também pode ser solicitada para investigar abortos espontâneos sucessivos.

Anomalidades no útero

Dentro das possibilidades de diagnóstico através da histerossalpingografia, os principais relacionados ao útero são:

  • Aderências ou cicatrizes uterinas;
  • Crescimento do endométrio dentro do útero (Adenomiose);
  • Má formação do útero;
  • Crescimento excessivo e descontrolado das paredes uterinas (Pólipos);
  • Miomas;

Os problemas no útero são a principal causa da infertilidade feminina, depois da idade avançada.

Além dos já citados, infecções no colo do útero também podem causar infertilidade feminina.

Problemas nas tubas uterinas

Nas tubas uterinas ou trompas, a histerossalpingografia é capaz de identificar os seguintes problemas:

  • Acúmulo de líquido;
  • Bloqueio das trompas por infecção ou processo de cicatrização;
  • Espasmos tubários;

A histerossalpingografia também pode ser solicitada para verificar os resultados satisfatórios ou não de cirurgias nas trompas. 

Causas da infertilidade feminina

Além de problemas no útero e nas trompas os distúrbios hormonais, síndrome dos ovários policísticos (SOP), endometriose e alteração no muco cervical também podem causar infertilidade.

Vários exames podem ser feitos para cada um dos casos, e a histerossalpingografia é somente um deles.

Tratamentos para infertilidade feminina

A Fertilização In Vitro (FIV) também conhecida como “bebê de proveta” é a técnica mais utilizada no mundo.

Em 1978 nasceu o primeiro bebê como resultado da Fertilização in Vitro, ela consiste na união de óvulos e espermatozoides artificialmente em laboratório, que posteriormente serão implantados no útero materno.

A Fertilização In Vitro pode ser feita com óvulos próprios ou de doação anônima, bem como os espermatozoides.

A principal indicação para Fertilização In Vitro é para mulheres que já tenham tentado engravidar naturalmente e com outras formas de tratamento, sem sucesso.

A Inseminação Intrauterina é um método onde ocorre a introdução assistida de espermatozoides selecionados e purificados na cavidade uterina.

O procedimento ocorre em até 36 horas após o início da ovulação da receptora.

A Indução de Ovulação é utilizada quando há o diagnóstico de falta de óvulos ou distúrbios na ovulação, além de ovários policísticos.

É uma técnica complementar, onde a receptora é estimulada com hormônios a produzir óvulos maduros.

Ela é utilizada antes de uma Inseminação Intrauterina ou de uma Fertilização In Vitro.